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Racha no Mercosul: Argentina e Paraguai como ativos dos EUA

Enquanto Brasil e Uruguai alinham seus interesses para um acordo comercial China-Mercosul, Argentina e Paraguai se alinham aos interesses dos EUA

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Redação Análise Geopolítica
2 min de leitura
Mapa do Brasil e Uruguai alinhados com a China, Argentina e Paraguai alinhados com os EUA

Mapa do Brasil e Uruguai alinhados com a China, Argentina e Paraguai alinhados com os EUA

O Mercosul está dividido por uma disputa geopolítica global, com um racha devido ao interesse do Brasil e Uruguai para fechar o acordo de livre comércio China-Mercosul, enquanto Paraguai e Argentina defendem cada vez mais os interesses dos EUA na América do Sul.

Em fevereiro de 2026, o Uruguai assinou um acordo para aprofundar sua parceria estratégica com a China, seguindo os passos do Brasil, que adotou esse mesmo caminho já em 2023. O presidente uruguaio Yamandú Orsi se encontrou com Xi Jinping na ocasião, prometendo acelerar a negociação do acordo China-Mercosul durante a presidência uruguaia do bloco econômico sul-americano, acordo também apoiado pelo Brasil, que atua ativamente para acelerar as negociações ao lado do Uruguai.

Por outro lado, Paraguai e Argentina não demonstram entusiasmo pela negociação do acordo China-Mercosul, com o presidente argentino Javier Milei e o paraguaio Santiago Peña se alinhando completamente com a administração Donald Trump, assinando uma série de acordos bilaterais que favorecem a influência dos EUA na região, como a inserção do Paraguai e Argentina na iniciativa "Escudo das Américas" lançada por Trump, além de diversos acordos que vão desde a autorização da presença militar dos EUA em seus territórios até acordos nucleares e de cooperação estratégica.

Anteriormente, o presidente argentino Javier Milei já chegou até a defender a retirada da Argentina do Mercosul, para que o país possa fazer acordos comerciais bilaterais com os EUA, já que atualmente o estatuto do Mercosul veta os países membros de negociarem acordos comerciais por fora do bloco.

Com as atuais crises diplomáticas do Brasil com o Paraguai e Argentina, além da sabotagem desses dois países contra as negociações do acordo China-Mercosul defendido pela presidência uruguaia do bloco, fica nítido que há um racha profundo entre os interesses e alinhamento geopolítico dos países membros do Mercosul, impulsionado principalmente pelas interferências dos EUA para tentar expulsar a forte influência e presença chinesa nas Américas.