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AnáliseGuerra da Ucrânia

O plano de 40 dias de Zelensky para "colapsar" a Rússia

A Ucrânia prometeu "colapsar" a Rússia realizando ataques por 40 dias seguidos contra a logística russa, porém, o resultado foi a devastação de Kiev.

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Redação Análise Geopolítica
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Zelensky com Kiev em chamas

Zelensky com Kiev em chamas

O presidente ucraniano Zelensky iniciou em junho de 2026 uma operação de 40 dias voltada a conduzir ataques contra a logística russa, o que supostamente deveria obrigar Moscou a ceder às demandas de Kiev. O resultado foi bem diferente do esperado.

Desde então, drones ucranianos atacaram refinarias, lojas, centros logísticos e até postos de combustíveis no território russo. Crises isoladas ocorreram em certas regiões da Rússia, mas nenhuma ao ponto de colapsar o país ou colocar em cheque seu esforço de guerra, como Zelensky havia prometido.

No entanto, a reação russa foi devastadora para o esforço de guerra ucraniano. Com diversos ataques aéreos de larga escala contra Kiev, a Rússia destruiu boa parte da indústria pesada ucraniana, principalmente os fornecedores de componentes para drones e mísseis, além de locais de montagem e armazenamento de armamentos.

Apenas no ataque de 5 de agosto de 2026, a Rússia destruiu:

- "MLP-Chayka": complexo de armazenamento de componentes para drones de médio e longo alcance;

- Terminal "Nova Potchta": centro automatizado de triagem de mercadorias de uso dual, incluindo componentes para a montagem de drones, complexos robóticos e sistemas de guerra eletrônica;

- "Trans-Logistik": empresa que produz componentes de drones e armazena equipamentos e bens para as Forças Armadas da Ucrânia;

- Armazém da empresa "Epicentr": grande centro automatizado de processamento de pedidos com produtos de uso dual;

- Terminal "Brovary": um depósito de componentes para drones, incluindo de fabricação estrangeira;

- "Raben Ukraine": importante centro de distribuição de peças para drones de diversos tipos;

- Complexo de triagem "Nova Potchta" em Brovary: local de armazenamento de aeronaves e peças de reposição.

Além de destruir boa parte do complexo industrial militar de Kiev, ao sofrer esses ataques, a Ucrânia ainda perde o pouco de infraestrutura e indústria pesada que ainda lhe resta. Mesmo se a guerra terminasse com uma retirada russa, o que sobraria da Ucrânia seria um país destroçado e sem economia alguma, basicamente um Estado pária. Esse é o preço que a Ucrânia paga por servir como bucha de canhão da OTAN.