Cuba acelera transição energética após sofrer bloqueio de petróleo ordenada por Trump
O governo cubano acelerou a transição energética do país, apostando na energia solar para contornar o bloqueio de petróleo imposto por Trump em 2026

Parque Solar Fotovoltaico, Cuba
O governo cubano adotou uma série de medidas em seu planejamento estatal para contornar os problemas de desabastecimento energético causados pelo bloqueio de petróleo imposto à ilha caribenha pelos Estados Unidos, iniciado em janeiro de 2026 pela administração Trump.
Desde então, Cuba realizou silenciosamente uma das maiores e mais rápidas revoluções energéticas da história, apostando todas as suas fichas na rápida expansão da energia solar, o que se traduziu em números bastante expressivos:
Números da transição energética cubana até o primeiro semestre de 2026
- 41 parques solares de médio porte e 18 de pequeno porte foram construídos nos últimos dois anos, adicionando quase cinco vezes mais capacidade produtiva de energia elétrica solar
- A participação da energia solar na matriz cubana saltou de 3% no início de 2025 para mais de 10% até julho de 2026
- Cuba planeja operar 92 parques solares até 2028 (cerca de 2.000 MW), equivalente à sua capacidade atual de produção de energia elétrica a partir de combustíveis fósseis
A revolução energética cubana foi diretamente impulsionada pela China, que se tornou o principal parceiro energético da ilha, com exportações de componentes de energia solar atingindo US$ 117 milhões em 2025, frente a US$ 48 milhões em 2024, valor altamente subsidiado pelo governo chinês, além de doações feitas a custo zero para Cuba. Apenas em agosto de 2026, a China entregou 5.000 sistemas fotovoltaicos para Cuba, totalizando 10.000 sistemas fotovoltaicos enviados à ilha durante o ano de 2026. Dessa forma, a China enfrenta diretamente o bloqueio energético imposto por Trump contra Cuba e o embargo econômico em vigência desde 1962.
Além da produção de energia solar, Cuba também está realizando uma transição na sua frota de veículos, importando motos e carros elétricos chineses, para substituir sua frota de veículos a combustão que carecem de gasolina e diesel nos postos.
Através da transição energética para fontes renováveis e substituição de veículos a combustão por elétricos, Cuba está diminuindo cada vez mais sua dependência histórica de energia exterior, um problema que sempre assolou a ilha caribenha, que possui poucas reservas de petróleo e gás que sejam viáveis de serem extraídas. Com a eletrificação de sua frota e produção soberana de energia solar, somada a outras energias renováveis, Cuba aos poucos deixará de depender da importação de hidrocarbonetos do exterior, resolvendo um problema crônico e histórico que atrasa o seu desenvolvimento.
Os dados citados de produção energética e importação cubana da China no setor são referenciados por publicações da Ember Energy.