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Brasil projeta constelação de 44 satélites, chamada BRASSAT

BRASSAT, constelação de 44 satélites de uso dual projetada pela Visiona, visa elevar a soberania espacial brasileira.

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Redação Análise Geopolítica
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Imagem ilustrativa da constelação de satélites brasileira BRASSAT.

Imagem ilustrativa da constelação de satélites brasileira BRASSAT.

Foto / Fonte: Análise Geopolítica (gerado por IA)

A construção de uma constelação de pequenos satélites brasileiros, chamada BRASSAT, composta por 44 satélites de uso dual para fins civis e militares, ganhou força com a formação da Visiona Tecnologia Espacial, empresa joint-venture entre a Embraer e a Telebras. O projeto atualmente busca financiamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para iniciar sua primeira etapa prática de desenvolver os satélites da constelação.

A BRASSAT é projetada para operar um total de 44 satélites, sendo 24 voltados à telecomunicações e coleta de dados para aplicações de internet das coisas (IoT), outros 16 para monitoramento sistemático, com cobertura total do território brasileiro a cada cinco dias e resolução de 2,5 metros, e quatro satélites voltados à observação de áreas específicas em alta resolução.

O último planejamento do projeto, lançado em 2025, prevê R$ 422 milhões de investimento em duas fases. A primeira delas é voltada para a consolidação tecnológica, ou seja, o projeto da constelação e a capacidade de fabricação dos satélites, com a segunda fase sendo o lançamento gradual dos satélites em órbita em até 2 anos. Após o estabelecimento da constelação, são previstos outros R$ 100 milhões anuais para a fase operacional. Este plano foi apresentado durante a 36ª reunião do Comitê Gestor do CT-Espacial, realizada em 8 de abril de 2025, com uma apresentação da Agência Espacial Brasileira (AEB).

A base tecnológica do Brasil para produção de satélites

Em maio de 2026, a Visiona testou com sucesso o modelo estrutural e térmico do Satélite de Pequeno Porte de Altíssima Resolução (SatVHR), no Laboratório de Integração e Testes do INPE, que deve servir como base para os equipamentos da BRASSAT. O projeto do SatVHR conta com R$ 219 milhões de financiamento do FNDCT, sendo desenvolvido por um consórcio formado pelas empresas Equatorial Sistemas, Fibraforte, Kryptus, OPTO Space & Defense e Orbital Engenharia, com apoio de outras instituições científicas e universidades brasileiras.

O INPE também possui ampla experiência na produção e operação de satélites, principalmente no contexto do projeto da família de satélites CBERS, feito em conjunto com a China.

Constelação BRASSAT e a soberania brasileira

A conclusão de um projeto como o BRASSAT é essencial para assegurar a soberania brasileira em telecomunicações e observação terrestre, já que, atualmente, o país depende quase que completamente de satélites estrangeiros para comunicação e transmissão de dados via satélite, preservando alguma soberania com o imageamento por meio do satélite Amazônia-1 e família CBERS, mas que não são suficientes para as demandas brasileiras. Portanto, a BRASSAT tem o potencial de redefinir o Programa Espacial Brasileiro caso saia do papel, elevando em muito a soberania brasileira por meio do estabelecimento de uma constelação de satélites multifuncionais e com uso dual.